Imprimindo sobre placa de circuito impresso perfurado

Na busca de uma melhor plataforma para impressão, resolvi fazer um teste de impressão sobre uma placa de circuito impresso perfurada, este teste foi motivado depois de um post enviado pelo Jorge L. no forum do Grupo de Estudo sobre a impressora 3d UP, onde era demostrado a utilização deste material como plataforma de impressão.

Hoje estou utilizando vidro mais kapton como plataforma, que funciona bem, porem qualquer erro no ajuste de altura do home bico, ou na hora de retirar a impressão pode danificar o kapton, que é bem chato de repor, por isto a busca de uma solução menos dependente da atenção do usuário.

Neste teste apesar de não ter instrumentos de medição para verificar a temperatura sobre a placa de circuito impresso, pelo toque nela pude perceber que a temperatura é bem mais alta que no vidro com kapton.

Para o teste usei uma placa de circuito impresso que tinha em casa, ela é menor que minha área de impressão mais para o teste foi suficiente.

Para melhor a aderência passei uma lixa para tirar a camada brilhante da placa.

No teste tive dificuldade para fixação no inicio do raft, mais isto teve como principal motivo ter o sistema de aquecimento por circuito impresso, que não é rígido e com a temperatura fica abaulado, o que não ocorre com a utilização do vidro, pois ele pressiona a placa sobre a base inferior.

Este problema será eliminado em breve com a instalação da mesa aquecida do Paulo Fernandes.

Passado o problema acima, a impressão do Raft fixa muito bem na mesa e a impressão corre tranquilamente, retirando o a peça da mesa pode-se observar que o ABS penetra nos furos o que deve ser o fator de melhor fixação, na imagem abaixo da pra ver o detalhe dos pontos que penetraram na mesa.

Observando a placa utilizada pela UP, pode-se verificar que a matriz de furos é bem maior que em uma placa de circuito impressa comercial, e sem duvida o maior numero de furos melhora a eficiência desta plataforma, com isto vou procurar por um fornecedor desta placa de fibra de vidro sem furos e vou fazer os furos na CNC para um novo teste.

Mais com este pequeno teste, já dá pra ver que este é um bom caminho de estudo para se ter uma plataforma de impressão robusta e eficiente.

Segue abaixo um vídeo da impressão realizada ontem com a placa de circuito impresso.

[youtube]http://youtu.be/Yhtcb-eSlLw[/youtube]

Sds

JP

Começando os teste de impressão

No final de semana passado fiz uma upgrade na mesa aquecida da impressora, como ela usa o aquecimento por circuito impresso(fresado) ela era muito maleável e com qualquer movimento desajustava.

Para melhorar isto adicionei uma base em MDF para apoiar o circuito em cima, com isto a mesa ficou bem mais rígida e menos suscetível a desajuste.

Ao iniciar o aquecimento do hotend e da mesa me deparei com um pepino grande, liguei a maquina e dei uma saída, quando voltei achando que iria começar imprimir, vi o hotend soltando muita fumaça, e o Pronterface indicando uma temperatura de 357 graus.

Dai pra frente ao tentar ligar novamente a maquina a fonte arreava, fui fazendo alguns teste até que ao desligar o fio da resistência do hotend a fonte votou a ligar.

Falando com o Alain, ele me indicou que provavelmente o Mosfet teria ido pro espaço, e que a causa poderia ser curto no resistor do hotend.

Ontem a noite fiz a troca do Mosfet e do thermistor, na hora de desmontar o bloco aquecido não consegui confirmar se a origem do problema esta ali, porem uma das pernas do resistor tinha um desgaste que pode sugerir isto.

Maquina remontada, é hora de voltar a diversão.

Estou investindo um tempo em teste utilizando o CURA como software para Slice, ele possui uma interface bastante amigável, e tem origem no Skeinforge, o que pode redundar em qualidade, os relatos nos fóruns são bastante bons, e este é o caminho que resolvi antes de decidir pela compra do Netfabb.

Uma das primeira mudança que realizei neste teste foi a adição do Raft, gostei bastante disto, a impressão fica sem deformações em decorrência do calor da mesa.

Para o primeiro teste resolvi imprimir uma xícara de café, é uma peça bem legal, com parede dupla e preenchimento interno.

Por ainda não estar devidamente habituado com as configurações deixei o infill com 80%, e como resultado disto a xícara não ficou totalmente estanque, outro problema que verifiquei foi que teve um ponto onde a camada não grudou na de baixo, com isto houve pequeno descolamento na asa.

Outro ponto de ajuste a testar é as estrategias de Infill, pois nesta peça usei Line, e com isto gerou alguns serrilhados na borda.

Domais ficou bem encorpada, segue algumas imagens e o vídeo de impressão.

Resolução de camada: 0,3 mm / Velocidade 40 mm/s / ABS

[youtube]http://youtu.be/F7mr1cD7ceg[/youtube]

Apesar do horário avançado, resolvi fazer mais uma pequena impressão, o corpo de de uma mulher, com uma alteração apenas, passei a resolução para 0,2mm.

Esta impressão correu bem do inicio ao fim, e o resultado ficou bastante bom, como pode ser visto nas imagens abaixo e no vídeo da impressão.

[youtube]http://youtu.be/35Ymfb6wjXw[/youtube]

Esta semana não vou conseguir mais imprimir nada, estarei em um feira em Porto Alegre, mais no final de semana como temos um feriado em SP devo evoluir, principalmente no software CURA.

Abs

JP

Obs.: Já ia esquecendo, fiz um teste de impressão com uma chapa de acrílico lixada na mesa aquecida, a aderência a primeira camada é perfeita, porem em pouco tempo a o acrílico empenou e danificou a impressão.